Olá mamãe, hoje quero falar sobre como é difícil, depois da perda trágica de um filho reconstruí a vida, ter uma família, ter outro filho e seguir vivendo a vida.

O país inteiro em 2008 se solidarizou com as lágrimas de Ana Carolina sua filha, Isabella então, com 5 anos, foi assassinada pelo pai, Alexandre, e pela madrasta, Anna Carolina e que ironicamente tem o mesmo nome da mãe da menina. No dia da tragédia, antes de ser arremessada pela janela do 6º andar do Edifício London, na Vila Guilherme, na Zona Norte, a menina sofreu muito nas mãos dos adultos que deveriam estar cuidando dela. Apanhou com uma chave tetra, foi asfixiada e, quando estava inconsciente, atirada com vida de uma altura de 20 metros.

Ela custou a acreditar na participação do pai no crime e mergulhou em uma torrente de perplexidade e sofrimento. “Chega uma hora em que a dor sufoca de tal forma que você precisa da ajuda de um profissional”, diz.

VIDA

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“Com o tempo, aprendemos a nos acostumar com a dor. Alguns dias, no entanto, são mais difíceis que outros”, afirma a avó de Isabella.

“Não comparo dores, por isso não me fiz de coitada achando que os meus problemas eram maiores do que os dos outros”, diz Ana Carolina. “Lutei para voltar a ser feliz, pois essa é a imagem que a minha filha tinha de mim.”

O marco da reconstrução de sua vida veio na forma de uma explosão de alegria dentro de um lugar inusitado: um banheiro público.

Com vontade de ser mãe novamente, no ano passado ela deixou de tomar anticoncepcional. Seu marido, o administrador Vinicius, havia baixado no iPhone um aplicativo para saber os dias em que a mulher estaria fértil. O sonho de ter um filho era comum. Poucas semanas depois das tentativas, o sinal de alerta acendeu, com o atraso da menstruação. Sem avisar Vinicius, Ana Carolina aproveitou o horário de almoço do trabalho, comprou um teste de farmácia e dirigiu-se a um dos toaletes do centro de compras. O exame deu positivo. A vontade era berrar de contentamento, mas segurou a emoção na hora. “No auge dos problemas, eu achava que jamais iria me casar vestida de noiva e ter filho. A vida dá muitas voltas.”