A imagem irônica de um recém-nascido segurando um dispositivo intrauterino (DIU), publicada nas redes sociais na última sexta-feira, está circulando pelo mundo. A americana Lucy Hellein estava usando o método anticoncepcional quando engravidou e, para marcar a surpresa do destino, “produziu” a foto com o filho ainda na sala de parto.

Diferentemente do que muita gente pensou, o bebê Dexter não nasceu segurando o DIU, que foi encontrado, na hora do parto, atrás da placenta. Feito de plástico, o DIU tem a forma de um pequeno T e é inserido por um médico dentro  do útero, justamente para impedir que uma gravidez

Dexter estava previsto para nascer no dia 4 de maio, mas veio ao mundo uma semana mais cedo. Na postagem, Lucy escreveu “fracasso do Mirena”, referindo-se à evidente ineficácia do DIU. Ela disse ainda que o DIU foi encontrado atrás da placenta e que o bebê nasceu com 4,11 quilos.

Recém-nascido segurando DIU

RECÉM-NASCIDO

Lucy contou nos comentários da postagem que ela e o marido decidiram ser responsáveis e escolheram usar o método anticoncepcional, mas a gravidez acabou acontecendo do mesmo jeito. Ela escreveu ainda que o obstetra se planejou para encontrar o DIU durante a cesariana e que ela teve as trompas ligadas para “fechar a fábrica de bebês”.

 

Engravidei com o DIU: e agora?

Se a mulher realmente engravida usando um dos dispositivos, Elvio destaca que o DIU não costuma entrar ao saco gestacional, onde o feto está se desenvolvendo, então a gravidez provavelmente seguirá sem riscos.

Porém, conforme o bebê vai crescendo, o DIU pode perfurar a bolsa, resultando em um parto prematuro. “Mas não dá malformação na criança”, explica o especialista.

A solução, então, seria remover o DIU quando se descobre uma gravidez? “Geralmente a fecundação ocorre no fundo do útero, então se eu faço ultrassom e o saco gestacional está acima e o DIU está abaixo, eu retiro o dispositivo.

Agora se o saco gestacional está abaixo do DIU, eu não mexo porque isso provocaria um aborto”, esclarece Elvio. “Se os dois estão próximos, o melhor é não fazer nada, só acompanhar a gravidez, que costuma ocorrer tranquilamente e sem problemas”