As vacinas de ambas são seguras e protegem a saúde do bebê e criança, contudo há benefícios na rede privada

Apesar de ambas terem ótima qualidade e garantirem a proteção do seu bebê, algumas vacinas oferecidas na rede pública são diferentes daquelas existentes na rede privada. Saiba quais são essas diferenças e entenda como isso afeta a saúde do seu filho.

AS VACINAS

Algumas vacinas

As vacinas Tríplice bacteriana DTPa e tríplice bacteriana DTPW

As vacinas tríplices bacterianas protegem o bebê contra difteria, coqueluche e tétano. Na rede pública está disponível a DTPw que é feita a partir de células inteiras da bactéria. Já na rede privada existe a versão DTPa que é acelular, ou seja, não é feita com as células inteiras, mas sim com proteínas. “Ela é uma vacina mais purificada, só contém o que realmente é necessário para proteger o ser humano e por isso as chances de ocorrerem eventos adversos são menos frequentes e intensas”, explica a pediatra Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). É importante ressaltar que na vacina DTPw, fornecida na rede pública, as chances de ocorrerem eventos adversos já são muito baixas.

Caso seu bebê tenha tomada uma dose da DTPw, que é oferecida na rede pública, e tenha apresentado febre alta por um tempo prolongado e outras reações adversas é recomendado passar a oferecer a DTPa. “Quem começou com uma pode completar o esquema com a mesma ou com a outra (são cinco doses em 2, 4, 6, 15 meses e 4 a 6 anos). Mas a proteção oferecida pelas duas vacinas é adequada contra a difteria, tétano e coqueluche, desde que seguindo os esquemas vacinais propostos”, explica o pediatra Yechiel Moisés Chencinski, membro do departamento de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Vacina Haemophilus influenzae tipo b e seus reforços

Haemophiluis influenzae tipo B é uma bactéria que pode causar uma série de doenças infecciosas com complicações graves, como: pneumonia, dor de ouvido, inflamação na epiglote, meningite, inflamação nas articulações, entre outros.

A vacina contra esta bactéria está disponível tanto na rede pública quanto na privada, com a diferença de que na rede privada há uma dose a mais. “O esquema padrão inicial dessa vacina é de 4 doses, que seriam 3 mais o reforço. Contudo, quando o Ministério da Saúde adotou essa vacina, a imunização em massa permitiu reduzir a circulação da bactéria e quando ela é praticamente eliminada, três doses são o suficiente. Dar a quarta dose é mais um cuidado extremo do que uma necessidade”, diz Isabella Ballalai.

Vacina rotavirus monovalente e vacina rotavirus pentavalente

A vacina de rotavírus é uma vacina de vírus vivo, oral. Ela pode ser monovalente, que protege apenas contra um sorotipo de rotavírus, mas oferece proteção cruzada contra outro sorotipo e é dada em duas doses. A vacina rotavirus monovalente é oferecida na rede pública.

A outra opção é a vacina pentavalente, que está presente na rede privada. Ela oferece imunidade contra 5 sorotipos diferente de rotavírus e é feita na clínica em três doses. Bebês que iniciam a vacinação com uma determinada vacina devem idealmente terminar o esquema vacinal com o mesmo produto. “Mas, na falta do mesmo produto, a vacinação não deve ser interrompida e a vacina que estiver disponível deverá ser administrada. Caso uma das doses tenha sido da vacina pentavalente, o total de três doses deverá ser realizado. E é importante ter atenção aos intervalos e datas limite para a aplicação dessas vacinas”, diz Yechiel Moisés Chencinski. Assim, a vacina pentavalente oferece uma proteção mais ampla.

As vacinas pneumocócica conjugada 10 e pneumocócica conjugada 13

As vacinas pneumocócicas conjugadas protegem as crianças das doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, como pneumonia, meningite e otite média aguda. A vacina pneumocócica conjugada (VPC 10), que está presente na rede pública, protege contra 10 subtipos de pneumococos. Já a vacina pneumocócica conjugada (VPC 13) irá proteger contra 13 subtipos de pneumococos. “Os principais pneumococos estão presentes na VPC10, mas a VPC13 irá proteger contra mais três subtipos, fazendo com que ela seja uma opção interessante”, constata Isabella Ballalai.

A VPC 13conta com 3 doses dadas aos 2, 4 e 6 meses e um reforço de 12 a 15 meses. “Se começar o esquema no posto de saúde, pode-se aplicar inicialmente a VPC10 (2 doses) e completar a 3ª dose e o reforço com a VPC13. Crianças com esquema completo de VPC10 podem se beneficiar com uma dose adicional de VPC13 com o objetivo de ampliar a proteção em crianças de até 5 anos, respeitando o intervalo mínimo de dois meses da última dose”, explica Yechiel Moisés Chencinski.

Vacina influenza

Na rede pública a vacina influenza, que protege contra a gripe, só é oferecida até os 5 anos de idade. A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomenda que todos sejam vacinados anualmente contra a influenza, independente da idade. “No Brasil não conseguimos doses para toda a população, por isso é preciso ter prioridades, como as crianças até 5 anos de idade”, explica Isabella Ballalai. Contudo, na rede privada é possível tomar esta vacina, sem pertencer aos grupos de risco.

As Vacinas Meningocócica conjugada C e Meningocócica conjugada ACWY

A vacina meningocócica conjugada C está presente na rede pública, enquanto a versão ACWY só pode ser encontrada na rede privada. Ambas previnem meningites. “Com a diferença que meningocócica conjugada C protege apenas contra o tipo C e a versão ACWY protege contra esses quatro tipos. O C é o responsável por 70% das meningocócicas do país, contudo o tipo W vem aumentando bastante sua participação, e já é a causa de 20% dos casos de meningocócicas no sul do Brasil”, alerta Isabella Ballalai. Por isso, a meningocócica conjugada ACWY é uma boa alternativa.

Vacina contra o HPV

A rede pública já oferece a vacina contra o HPV para meninas de 9 a 13 anos. “O problema é que o benefício não se estende aos meninos e a Sociedade Brasileira de Imunizações recomenda que eles também tomem esta vacina, seguindo o mesmo esquema de doses e idade”, explica Isabella Ballalai. Na rede privada os meninos podem tomar a vacina contra o HPV.

Vacina contra a hepatite A

A rede pública vacina as crianças contra a hepatite A com um ano de idade. “Contudo a rede privada segue a recomendação da SBIm e seis meses após esta primeira dose, aplica uma segunda”, observa Isabella Ballalai. Uma única dose desta vacina garante proteção até os 10 anos, mas não há certeza quanto a vida adulta. A segunda dose irá garantir a imunidade contra a hepatite A também na vida adulta.

Vacina varicela

A vacina varicela irá proteger as crianças contra a catapora. Contudo, a rede pública oferece apenas uma dose dela. “Isto não é o suficiente para prevenir a doença, apenas para evitar que a pessoa contraia versões mais graves dela. Na rede privada são oferecidas duas doses, sendo que a segunda irá de fato proteger contra a doença”, explica Isabella Ballalai.

Fonte: https://goo.gl/yv2xA9

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Olá mamães esse bebê quase morre depois de receber um beijo e contrair herpes, achei a matéria muito importante pois temos que tomar cuidado com nossos filhos.

BEBÊ QUASE MORRE

Bebê quase morre depois de receber um beijo e contrair herpes

Bebê quase morre depois de receber um beijo e contrair herpes

Uma Bebê recém-nascida quase morreu após contrair herpes labial por causa um beijo recebido na boca. O caso aconteceu em Doscaster, na Inglaterra. Claire Henderson, mãe da menina, fez uma publicação no Facebook pedindo cuidado:

“Nunca deixe estranhos beijarem seu bebê, mesmo que não aparentem nenhuma doença”. A postagem já foi compartilhada por mais 35 mil pessoas.

A bebê, Brook, apresentou bolhas nos lábios, nas bochechas e no queixo e ficou internada durante cinco dias. Felizmente, a mãe notou que havia algo errado e procurou ajuda médica a tempo.

O vírus da herpes pode ser fatal para bebês com menos de três meses, pois eles ainda não têm imunidade suficiente para combatê-lo.

Além disso, pode causar danos permanentes no cérebro, fígado e pulmões.

A doença se caracteriza por feridas na região da boca e os principais sintomas são dor, coceira, ardência e vermelhidão.

O contágio pode se dar por beijos ou contato com objetos infectados.

O que é Herpes

A herpes é uma doença altamente contagiosa que se pega através do contato direto com a ferida da herpes de alguém, pelo beijo, no banheiro, pela roupa ou até mesmo pelo ar, no caso da herpes zóster.

O contato com algum objeto infectado com o vírus, como copo, talheres, toalhas da pessoa infectada também é altamente contagioso na fase em que a ferida está cheia de bolhas com líquido.

Como se pega herpes labial

O vírus da herpes labial é transmitido:

  • pelo beijo;
  • pelo copo;
  • uso do mesmo talher;
  • uso da mesma toalha;
  • uso da mesma roupa.

Ou qualquer outro objeto que tenha sido usado anteriormente pelo indivíduo contaminado e que ainda não tenha sido desinfetado.

Um indivíduo que possuir herpes genital e que colocar seu órgão genital na boca de um outro indivíduo poderá contaminá-lo, e este último vir a desenvolver a herpes labial.

 


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A importância da amamentação

A importância de Amamentação o seu bebê
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Tão importante quanto engravidar da maneira saudável e manter a gravidez de maneira saudável, é amamentar de forma correta!

amamentação

A importância da amamentação

Muitas mães ainda tem dúvidas quanto a técnica correta, tabus, tempo adequado e importância da amamentação!
Hoje, você vai tirar todas suas dúvidas aqui no blog Mamãe de duas, junto com Dr. Bruno Jacob, a respeito de tudo, e mais um pouco, sobre o aleitamento materno!
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A OMS preconiza que os profissionais da saúde passem informações valiosas para as pacientes a respeito do aleitamento, assim como os benefícios do leite materno, vamos ver quais são?:

-Alimento completo: atende todas as necessidades de nutrientes até os 6 meses

-Fácil digestão: Evita cólicas nos nenes.

-Reforça imunidade: Fortalece sistema imunológico, previna alergias, obesidade e intolerância ao glúten.

-Fortalece vínculo mãe e filho

-Dentinhos saudáveis: a sucção ajuda no desenvolvimento da arcada dentária no nene.

-Puerpério: Evita o sangramento excessivo no pós-parto.

-Pratico, grátis e natural.

-Previne asma, artrite e doenças do trato gastrointestinal.

-Bem estar: Amamentar libera na mãe o “hormônio do amor”

-Previne anemia

Outra informação importante, que deve ser passada às mães, é a técnica correta do aleitamento. Existe toda uma maneira certa na hora de amamentar, isso inclui fatores tanto da mãe quanto do bebê e as mulheres devem estar atentas a tudo isso! Vamos à elas:

Posicionamento do bebê:
– Rosto do bebê de frente para a mama
– Nariz encostado no mamilo
– Cabeça e tronco alinhados
– Corpo do bebê próximo ao da mãe
– Pescoço do bebê levemente extendido
– Corpo do bebê bem apoiado pelas mãos da mãe

Agora veja como deve ser a “pega” do seu bebê:
-Boca bem aberta pegando todo mamilo
-Lábio inferior evertido
-Queixo tocando a mama
-Movimentos de deglutição visíveis

Fique atenta para sinais de “pega” incorreta.
-Bochechas encovadas
-Ruídos de lingua
-Dor na amamentação
-Mama esticada ou deformada.

Agora que você sabe os benefícios de amamentar e como amamentar, você não tem mais dúvidas certo? ERRADO!!!!
Ok! Então vamos ver a seguir as dúvidas mais frequentes que surgem no consultório a respeito do aleitamento materno!

1. É verdade que algumas mamães tem pouco leite?
Ter pouco leite é um mito comum. Na maioria dos casos a pouca produção de leite está relacionada a erro da técnica ou baixa frequência das mamadas. Afinal, a estimulação da sucção do bebê no mamilo é responsável por produzir a prolactina, logo, quanto mais você oferecer o peito ao seu filho, mais leite produzirá

2. Dr. estou achando que meu leite é fraco?
Outro mito. O aspecto translúcido do leite no início da mamada pode ser interpretado como ausência de substâncias nutritivas se comparado com o aspecto do leite de vaca. Mas isso não é verdade. O aleitamento materno exclusivo garante o desenvolvimento adequado para o bebê.

3. Dr. devo dar um ou os dois peitos?
O ideal é oferecer um peito ao nenê e esperar que ele mame todo leite armazenado, em seguida oferecer o outro peito. O leite do final da mamada é mais consistente e possui nutrientes que o leite inicial não oferece.

4. Os remédios que eu tomo vão passar para o bebê no leite?
Nem todos. A OMS possui uma classificação de medicações permitidas e contraindicadas durante o período de amamentação

Se ainda tiver dúvidas converse com seu médico ou mande um email para drbruno@consultoriojacob.com que ela pode aparecer aqui no blog ser mãe!
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Por Dr. Bruno Jacob

Instagram: @drbrunojacob
www.facebook.com/drbrunojacob

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O vírus mayaro conheça mais sobre

Uma alerta para as mamães estive lendo uma  noticia de um vírus mayaro, que infelizmente é verdade não basta ter a dengue,depois, a zika e a chikungunya, agora temos também o  vírus. Se não bastassem essas doenças que deixam os brasileiros em estado de alerta, e que deixam seqüelas, agora outro vírus vem agora dando sinais de preocupação até para cientistas.

VÍRUS MAYARO

Transmissor do vírus mayaro

O vírus mayaro, identificado pela primeira vez em 1954, existia, a princípio, em regiões silvestres aos redores da Amazônia. Os microrganismos também lutam pela sobrevivência de suas respectivas espécies. Não é um vírus novo!

O grande problema é que o vírus, possivelmente, tenha se adaptado. Antes, era transmitido por mosquitos vetores silvestres e, agora, pode ser passado por mosquitos urbanos já espalhados pelo mundo: o Aedes aegypti, principalmente, e o Aedes albopictus. Se isso se confirmar, há muitas razões para se preocupar, uma vez que o Aedes está presente em todo o território nacional. O vírus provoca uma doença semelhante à chikungunya, a febre do vírus mayaro.

Nas, nas últimas semanas, pesquisadores da Flórida o identificaram no Haiti, em um menino de 8 anos, com febre e dores abdominais. Concluiu-se, então, que este pode estar se espalhando pelo continente.

Os médicos tiveram dificuldade para diferenciá-las. O diagnóstico exato é feito apenas por exames laboratoriais específicos. No menino de 8 anos do Haiti, por exemplo, suspeitou-se, inicialmente, de dengue ou chikungunya. Mas os testes deram negativo e o de mayaro, positivo.

Quais os sintomas da Febre do vírus Mayaro?

Os sintomas  são muito parecidos com os da dengue e/ou chiKungunya. Começa com uma febre inespecífica e cansaço, sem outros sinais aparentes. Logo após podem surgir manchas vermelhas pelo corpo, acompanhadas de dor de cabeça e dores  nas articulações. Os olhos podem também ficar doendo e em alguns casos reporta-se intolerância à luz. São sintomas muito parecidos e por isso a febre do Mayaro pode ser facilmente confundida com dengue ou com chikungunya. No entanto, no Mayaro as dores e o inchaço das articulações podem ser mais limitantes e durar meses para passar.

Como saber se é dengue, zika, Mayaro ou chikungunya?

Pelo quadro clínico pode ser difícil diferenciar. Só os exames laboratoriais específicos é que podem apontar o diagnóstico correto. No menino de 8 anos do Haiti suspeitou-se inicialmente de dengue ou chikungunya. Mas os testes vieram negativos e o de Mayaro confirmou ser positivo.

Já foram confirmados casos de febre do Mayaro no Brasil?

Sim. Entre dezembro de 2014 e junho de 2015 foram confirmados 197 casos  de febre do Mayaro nas regiões Norte e Centro-Oeste, com destaque para os estados de Goiás, Pará e Tocantins. Todas estas pessoas moravam ou estiveram em área rural, silvestre ou de mata por atividades de trabalho ou lazer. O Estado de Goiás registrou 66 casos até fevereiro de 2016 e o Datasus não possui mais dados atualizados deste ano. Importante salientar que no Brasil a transmissão desta doença limitou-se a regiões de mata. Não há relatos, até o momento, de transmissão urbana.

 

Fonte: http://g1.globo.com/


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